terça-feira, 8 de abril de 2008

Shopping busca aproveitamento de recursos naturais visando cuidados para o meio ambiente

Economia de água e luz e planos de reciclagem otimizam custos e contribuem para preservação ambiental

Cidades do Brasil

O Shopping Jardim das Américas, em Curitiba, foi projetado visando uma integração harmônica com o meio ambiente, com o objetivo de reduzir os impactos negativos da interferência humana no ecossistema do local. O aproveitamento de recursos naturais contribui para esta convivência equilibrada, uma vez que diminui a utilização desmedida e excessiva de elementos essenciais como luz e água. Com este intuito, o shopping instalou aberturas zenitais no teto do empreendimento, que possuem componentes que otimizam a luz natural recebida durante o dia e a distribui com uniformidade pelo ambiente. Esta estratégia resulta em 20% de economia no consumo de energia elétrica. A Praça de Alimentação também utiliza ao máximo a luz natural, graças às grandes janelas que ocupam praticamente uma parede inteira do local. As duas ações somam 30% em economia mensal no consumo de energia do empreendimento e contribuem para poupar os recursos hidrelétricos, já ameaçados pelo uso, normalmente, desenfreado.

ÁGUA – ECONOMIZAR É PRECISO
Apesar de ainda não ter atingido de forma drástica o Brasil, o racionamento de água já é uma realidade em muitos países. A água doce, essencial para a vida do homem, não é um recurso renovável e pode chegar ao fim, caso o desperdício continue sendo uma constante. Para contribuir com a economia, o Shopping Jardim das Américas recorre a alternativas como a utilização de água captada de lençóis freáticos subterrâneos e água da chuva para realizar a limpeza do estacionamento, vasos sanitários, caçambas de lixo e docas. Outra medida tomada foi a instalação de torneiras de pressão, que ajudam a conter o desperdício de água, nos sanitários do empreendimento.

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Outro problema que causa grande impacto ao meio ambiente é o lixo. Uma das alternativas para diminuir as quantidades de resíduos em decomposição nos aterros sanitários, muitas vezes a céu aberto, é a reciclagem. Com a separação correta é possível reaproveitar materiais, em vez de deixar que poluam o ambiente. O Shopping Jardim das Américas recicla cinco toneladas de lixo mensalmente e cerca de 30% do material selecionado é doado para a Cooperativa Santo Aníbal, na Vila Audi, com a intenção de contribuir no sustento de diversas famílias que vivem da reciclagem. Dentro do shopping ainda existem lixeiras com reservatórios próprios para a separação de lixo orgânico e reciclável.
SERVIÇOShopping Jardim das Américas - Av. Nossa Senhora de Lourdes, 63. 41 3366 5885www.jardimdasamericas.com.br

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sem coleta seletiva, reciclagem pode fazer mais mal do que bem

Gasto para limpar material tirado de lixão não compensa.Especialista recomenda separação do lixo na fonte.

Agência Globo

É difícil encontrar alguém hoje que ignore os benefícios da reciclagem para a preservação do planeta. O que poucos parecem saber, no entanto, é que se o lixo não for separado na fonte (ou seja, em casa) e levado separado até a hora de reciclar, os benefícios na prática podem se perder.

A grande vantagem de reciclar é poupar a produção de um novo material. Cada vez que se reutiliza um papel, se evita a derrubada de árvores. Cada vez que se reutiliza um plástico, se evita o uso de petróleo. Isso não quer dizer, no entanto, que a poluição do processo de reciclagem seja zero. Ela simplesmente, na ponta do lápis, polui menos.

Segundo os especialistas, até 90% de todos os materiais usados pela indústria podem ser reciclados. As exceções existem porque alguns produtos não compensam ou financeiramente ou ambientalmente. Fraldas descartáveis, por exemplo, causam mais poluição quando são recicladas do que quando são produzidas.

O mesmo é verdade se o material original não estiver muito danificado. O que se garante, com a separação do lixo na fonte. “Quando o resíduo é separado e isolado, a contaminação é reduzida e isso torna tudo mais fácil na hora de reciclar. É por isso que na reciclagem o resíduo de mais valor é o industrial, que é separado com rigor”, explicou ao G1 o engenheiro ambiental Sandro Donnini Mancini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Se o lixo não é separado adequadamente, a contaminação dificulta a reciclagem e pode deixar ela cara demais ou poluente demais. Papéis sujos, por exemplo, precisam de muito alvejante para ficarem brancos. Alvejante que é um poluente. Dependendo do estado do material original, reciclar pode fazer mais mal do que bem.

Para comprovar isso na prática, Mancini realizou uma pesquisa onde retirou sacolinhas plásticas de um aterro sanitário e as separou para reciclagem. Já na pesagem o problema se mostrou: 40% do peso das sacolinhas não era plástico, mas sujeira. “Antes de reciclar, é preciso limpar. Isso vai gastar detergente. Dependendo do estado, não compensa”, diz ele.

O engenheiro recomenda que todas as cidades procurem ter coleta seletiva de lixo para reciclagem obrigatória. Mas entende porque isso não é uma prioridade em muitos municípios. “O Brasil é um país cheio de problemas sociais, então é justificável que os prefeitos prefiram se concentrar em outros problemas, como saúde e educação”, afirma. “Mas é preciso tomar consciência também que o lixo é um problema sério, que também afeta a saúde. Reciclar faz bem para o meio ambiente e para a saúde da população”.

domingo, 6 de abril de 2008

Países concordam em examinar poluição provocada por navios e aviões


France Presse

Mais de 160 países concordaram nesta sexta-feira (4) em Bancoc em examinar maneiras de reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa por parte das viagens aéreas e marítimos, como parte da luta mundial contra o aquecimento global.

Os Estados signatários do Protocolo de Kyoto, reunidos sob a mediação da ONU na Tailândia, aprovaram por consenso uma declaração que promete examinar as maneiras de limitar e reduzir as emissões de poluentes por aviões e navios.

A indústria do transporte mundial é responsável por 3% das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Mesmo assim, as viagens aéreas e marítimas haviam sido excluídas das reduções de emissões de poluentes prometidas pelos países desenvolvidos dentro do Protocolo de Kyoto.

O encontro, que começou segunda-feira (30) em Bancoc, deve terminar nesta sexta-feira com um programa que inclua o calendário e os temas a serem negociados para conseguir que, na conferência de Copenhague, em 2009, seja possível obter um acordo internacional melhor contra o aquecimento global que o de Kyoto.

Expedição encontra 14 'novas espécies' vertebradas no Cerrado


Pesquisadores mapearam espécies da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, registrando 400 espécies

BBC Brasil


Pesquisadores de universidades brasileiras e da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) afirmam ter encontrado 14 "prováveis novas espécies de vertebrados" durante expedição na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins.

Os 26 pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Museu de Zoologia da USP, da Universidade Federal de São Carlos, da Universidade Federal do Tocantins e da CI-Brasil passaram 29 dias na reserva para o levantamento e mapeamento das espécies. Ao todo, 440 espécies foram registradas: 259 aves, 61 mamíferos, 52 répteis, 40 anfíbios e 30 peixes.

Segundo o coordenador da expedição, o biólogo Cristiano Nogueira, do Programa Cerrado-Pantanal da CI-Brasil, entre as 14 prováveis novas espécies da região estão oito peixes, três répteis, um anfíbio, um mamífero e uma ave.

"Foram obtidos dados inéditos sobre a riqueza, a abundância e a distribuição da fauna de uma das mais extensas, complexas e desconhecidas regiões do Cerrado", afirmou o biólogo. "Os novos dados geram uma visão melhor da riqueza de espécies da maior estação ecológica do cerrado, cuja fauna ainda era pouco estudada."

Espécies ameaçadas A expedição encontrou uma espécie de lagarto conhecida de poucas regiões do Cerrado na porção mais ameaçada da reserva, no planalto da Serra Geral, na Bahia.

A Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins foi criada em 2001. A reserva é a segunda maior unidade de conservação do Cerrado, com 716 mil hectares. Além das 14 novas espécies, a expedição também obteve vários registros de espécies ameaçadas, como a arara azul grande, a suçuapara, o tatu-bola, o pato-mergulhão, entre outros.

"Esse tipo de levantamento é imprescindível para aumentar nosso conhecimento básico sobre a biologia das espécies", disse Luís Fábio Silveira, do Departamento de Zoologia da USP. "A partir dele, podemos obter dados sobre a anatomia, a biologia reprodutiva, o ciclo de vida e a alimentação das espécies, o que nos auxilia em futuros programas de conservação."

O trabalho de campo da expedição foi encerrado e agora começa a fase de análise dos dados e comparação do material obtido.

Os resultados finais do estudo serão divulgados em publicações científicas, em congressos e em relatórios técnicos. Os dados serão usados para a elaboração do plano de manejo da estação ecológica.