sábado, 7 de junho de 2008

A produção do bem

IEME Comunicação

Os brasileiros que forem passar por Nova York nos próximos dias poderão acompanhar de perto a exposição de peças ambientalmente corretas do Museu de Arte Moderna da cidade (MoMA). Mas não é preciso ir tão longe para conhecer estes novos conceitos, pois as produções ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis passaram a ser adotadas no dia-a-dia, contribuindo diretamente para a origem do ecodesign, o design ambientalmente correto.

O ecodesign faz referência a todo o processo de produção que engloba aspectos ambientais em todos os estágios de desenvolvimento de um produto. “O design ecologicamente correto nos faz pensar e executar projetos usando materiais alternativos, menos poluentes, reaproveitando matéria-prima e estimulando os consumidores a adotarem essa idéia”, explica o designer Zeh Rodrigues, proprietário do estúdio Brainbox Design Estratégico.

Os produtos ecologicamente corretos reduzem os impactos ambientais durante seu ciclo de vida, diminuindo a geração de lixo, economizando custos e incentivando a implementação de novas técnicas de produção, unindo o que é tecnicamente possível com o que é desejado para a manutenção e preservação do meio ambiente. Sendo assim, eles contribuem diretamente para a quebra de muitos paradigmas, testando novas soluções e procurando novos caminhos, gerando desenvolvimento em todas as áreas da sociedade.

Seguindo a tendência de muitos países da Europa nos últimos anos, grandes estilistas do Brasil têm utilizado em suas criações aspectos mais conscientes. Nomes como Alexandre Herchcovitch, Reinaldo Lourenço e Glória Coelho aderiram à linha do ecodesign e passaram a criar tecidos ambientalmente corretos, utilizando as fibras e tintas naturais e a reciclagem de roupas e objetos usados.

Um dos principais exemplos da moda ecologicamente correta são as roupas fabricadas com fibras retiradas do bambu. Além de ser uma matéria prima renovável e biodegradável, a fibra do bambu dá um toque de leveza às roupas e mantém a capacidade termodinâmica das peças fabricadas. Outro material renovável que chama muita atenção e que vem sendo muito utilizado pela indústria do vestuário é a fibra oriunda da reciclagem de garrafas PET. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o material feito a partir das garrafas dá origem a tecidos macios e agradáveis, muito utilizados na fabricação de camisetas e bonés.

Desde 1997, antes mesmo do ecodesign se popularizar, a grife curitibana Original Truck aproveita materiais reutilizáveis, como as lonas de caminhão, para produzir roupas e acessórios. A marca sempre apostou em materiais que não agridam o meio ambiente e que sejam economicamente viáveis, tornando a produção ambientalmente correta um fundamento básico em suas criações.

O estúdio Brainbox Design Estratégico, inaugurado no início de 2008, também é um empreendimento que encontrou o diferencial para o sucesso empresarial na adoção de conceitos do ecodesign. O estúdio se destaca pela busca incansável de técnicas ecologicamente corretas que diminuam ao mínimo possível os impactos ambientais e sociais causados por suas criações. “A papelaria do nosso estúdio é um bom exemplo de uso de materiais alternativos. Existe ainda um certo receio em usar papéis reciclados na impressão de peças gráficas. Preocupa-se com o resultado final, com a qualidade das cores impressas e do acabamento, mas nós estamos comprovando exatamente o contrário com nossos materiais. As pessoas se impressionam com o acabamento e com a solução diferenciada das peças”, explica Zeh Rodrigues.

Além de trabalhar com materiais recicláveis, o estúdio tem outras medidas que colaboram para a diminuição dos impactos ambientais. “Nós usamos apenas luz natural até às 17h. Usamos toalha de pano em nosso banheiro e até copos de vidro reciclável. 100% das nossas criações são apresentadas virtualmente. Sendo assim, não precisamos usar pranchas em apresentações para os clientes.

Economizamos papel, cola, tempo, energia e tinta com esse processo. Incentivamos também os nossos clientes a usarem materiais impressos que agridam menos o meio ambiente”, conta o designer. Zeh Rodrigues acredita que cada cidadão é responsável pelo mundo em que vive e deve fazer sua parte para a preservação do meio ambiente. “A sociedade tem que se acostumar a pensar e usar materiais alternativos, pois as atitudes ecologicamente corretas são questões de hábito. Os materiais estão ao alcance de todos, cada vez mais baratos e acessíveis. Basta vontade”, afirma ele.

A busca pelos novos conceitos de ecodesign é tão significativo que a Universidade da Indústria de Curitiba (Unindus) decidiu criar um Programa de Formação em Ecodesign. O curso é voltado para gestores e líderes de produção, consultores industriais e comerciais, profissionais graduados nas áreas de design, engenharia, arquitetura, gestão ambiental, economia, comunicação, marketing, entre outras e tem como objetivo é capacitar profissionais na utilização da abordagem metodológica do ecodesign, de modo a reduzir impactos ambiental e social de produtos industriais economicamente viáveis e inovadores, dando aos alunos uma visão de produção ambientalmente adequada.

Para muitos empresários, em breve, a produção ecologicamente correta se transformará em um pré-requisito indispensável para alcançar o sucesso no mercado. Os clientes passarão a confiar mais nas empresas que atuam de maneira ambientalmente responsável. “Acredito que deve haver uma cobrança em todas as esferas da sociedade. Governo, iniciativa privada, ONGs e Igreja. Enfim, a conscientização começa pela educação de base até o 3º grau. Fiscalização, leis, incentivos, enfim, uma séria de ações que norteiem e cobrem os cidadãos e as empresas”, finaliza o designer Zeh Rodrigues.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Biodiversidade: Prefeitura e SPVS fazem convênio

PMC

A Prefeitura de Curitiba firmará parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para ações de conservação e recuperação da biodiversidade ambiental no meio ambiente urbano. A parceria, que está sendo elaborada, faz parte do programa Biocidade e prevê trabalhos de extensão técnica com visitas a propriedades particulares, estudo de seqüestro de carbono e outras ações para melhorar a relação do cidadão com o biodiversidade urbana.

"É um grande reforço que teremos e que irá melhorar ainda mais o trabalho que vem sendo desenvolvido em Curitiba. A SPVS é uma organização com muita experiência e poderá nos auxiliar na difícil tarefa de conciliar conservação ambiental com desenvolvimento urbano", diz o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto.

O principal foco do convênio são as visitas de técnicos ambientais da SPVS a imóveis particulares com relevante interesse para a conservação da biodiversidade. Os locais serão indicados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e durante as visitas, os técnicos vão detalhar aos proprietários a forma correta de manejo para melhorar a qualidade da biodiversidade da área. A Mater Natura, outra organização não-governamental de proteção ambiental, participará dos trabalhos de extensão junto com a SPVS.

"É uma parceria muito especial. Em 25 anos de atividade, é a primeira vez que a SPVS faz uma parceria deste porte com o município de Curitiba. Isso demonstra o interesse prático da Prefeitura, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, em melhorar o meio ambiente da cidade", diz o diretor da SPVS, Clóvis Borges.

O trabalho de extensão é casado com o projeto das Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (parques particulares). Criado pela Prefeitura, o projeto das RPPNMs tem potencial para garantir em Curitiba a preservação de 14 milhões de metros quadrados de florestas nativas no meio urbano. "Nosso trabalho não é de convencimento é sim de esclarecer ao cidadão as vantagens econômicas e de qualidade de vida que um projeto como esse representa", diz Borges.

A lei das Reservas Particulares, sancionada pelo prefeito Beto Richa em 2007, permite aos proprietários de terrenos com 70% de mata nativa relevante à biodiversidade transferir 100% do potencial construtivo para outras áreas onde não existam restrições legais, em especial na região da Linha Verde. Normalmente, a legislação restringe ou mesmo impede construções em terrenos com áreas naturais.

A SPVS também fará um estudo para medir a quantidade de carbono existente nas áreas naturais da cidade. O carbono, que é um dos principais gases do efeito estufa, é fixado na vegetação a partir da fotossíntese. O objetivo do estudo é desenvolver futuros projetos ligados à neutralização de emissão gases estufa a partir da preservação de áreas naturais.

Na parceria, a SPVS junto com o Instituto Horus, contribuirá com o trabalho de combate as plantas exóticas invasoras. Para conhecer melhor do trabalho de extensão da SPVS, feito pelo projeto Condomínio da Biodiversidade, basta acessar o endereço eletrônico www.condominiobiodiversidade.org.br.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia mundial do Meio Ambiente - 5 de junho

Uso de fertilizantes e agrotóxicos prejudicam o ecossistema.

Verônica Pacheco

A preocupação com a conservação da natureza vem se acentuando em função das atividades humanas, as quais têm ocasionado seríssimos problemas de degradação ambiental, a ponto de comprometer o futuro do nosso planeta.

Os maus costumes e as facilidades de que hoje nós seres humanos dispomos, são fatores responsáveis pelo agravamento das condições climáticas do mundo em que vivemos.

O principal temor atual resume-se ao aquecimento global - um fenômeno climático que estabelece o aumento da temperatura média da superfície terrestre. Somente neste início de século, a temperatura do planeta subiu quase 2ºC.

Constantemente, surgem discussões com a intenção de diminuir o avanço que este problema vem ganhando durante os anos.

Os principais responsáveis são os gases emitidos à atmosfera pelos desmatamentos, adubos, fertilizantes e pela queima de combustíveis fósseis. Somente a agricultura é responsável por torno de 17% a 32% das emissões globais dos gases do efeito estufa (GEE).

A solução para os problemas ambientais causados pelos atuais métodos agrícolas seria o uso de adubos e fertilizantes alternativos que evitassem o desmatamento e as queimadas.

Atualmente, já existem alternativas que além de manter uma boa colheita não agridem o meio ambiente. O Solo Natural de Ipirá (SNI) que se define a um pó de rocha, é um exemplo disso.

O SNI é um composto natural formado por diversos minerais que sofreram modificações por milhões de anos e age de três maneiras no solo: fertilizante, corretivo (corrigindo problemas de mau uso do solo e a falta de nutrientes) e condicionador do solo.

Após as primeiras aplicações, este composto vivifica a terra, mantendo ativos os nutrientes necessários para a alimentação da planta, mantendo-a saudável. Na medida em que a qualidade do solo vai melhorando e se tornando mais equilibrado, fornece-se a cada plantio, apenas uma quantidade suficiente de SNI para manutenção.

Endereço: Rua Ó Brasil Para Cristo 2756 Boqueirão Curitiba
Tel: 041 32872330Email: suporte@ipirapar.com.br

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Direito Ambiental foi o tema principal da 3° edição do “Encontros com a Experiência”

IEME Comunicação

Prof. René Ariel Dotti e UniBrasil recepcionaram o desembargador federal Vladimir Passos de Freitas
A 3ª edição do “Encontros com a Experiência” teve como tema principal o Direito Ambiental. O convidado do mês foi o desembargador federal aposentado Vladimir Passos de Freitas, que é mestre e doutor pela UFPR e professor de Direito Socioambiental na PUCPR. Freitas compareceu à Faculdade UniBrasil para uma conversa com os alunos sobre sua trajetória profissional e sua luta a favor do meio ambiente.

Para o professor a legislação ambiental no Brasil ainda é um assunto muito novo e delicado, mas de grande importância. Um dos temas amplamente debatidos no encontro foi sobre a polêmica da internacionalização da Amazônia que está em debate no mundo inteiro. Segundo Freitas, o IBAMA tem poucas condições de fiscalizar o território além da deficiência na estrutura funcional, por isso ele acredita que as nações mais desenvolvidas possam impor sanções econômicas caso o Brasil não cuide bem da Amazônia.

Outro tema que chamou muito a atenção dos estudantes a condição dos povos indígenas no Brasil. Freitas comentou que são poucos os estudiosos do assunto no Brasil. Ele falou sobre a agressão de índios contra o diretor de tecnologia da Eletrobrás, Ubirajara Rocha Meira, ocorrido na semana passada em Altamira, no Pará. “Uma questão delicada, já que os indígenas possuem práticas e estudos peculiares e nossa justiça muitas vezes não pode ser aplicada a estes povos”, disse o desembargador.

O professor Freitas acredita que colocar um indígena na cadeia pode levá-lo a depressão ou até mesmo a morte, já que entre eles uma pena considerada grave equivale ao banimento do índio da tribo, mas dificilmente chega à prisão. “O problema desta questão cultural é que acabamos reconhecendo que o julgamento tribal cria um Estado dentro de outro Estado”, disse. O desembargador acredita que isso se deve ao fato de o Brasil não possuir uma disciplina de Direito Indígena capaz de compreender a cultura deles.

Ao tratar sobre o futuro do país, Freitas acredita no trabalho das ONGs (Organização Não-Governamental) que devem se organizar para colaborar com o Estado. “Sabemos que muitas ONGs atualmente não desempenham a função que deveriam, mas não podemos desprezar o trabalho delas”, afirmou. Para ele, as sociedades civis organizadas devem avançar no Brasil com a função de fiscalizar os atos admistrativos.

Serviços:

O “Encontros com a Experiência” é uma iniciativa do Prof. René Ariel Dotti e da UniBrasil - Faculdades Integradas do Brasil que ocorre mensalmente. O evento traz sempre um profissional da área jurídica para esclarecer dúvidas dos estudantes e mostrar a eles um pouco mais sobre o mercado de trabalho. Já passaram pela UniBrasil nomes como do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, José Maurício Pinto de Almeida e do Secretário Antidrogas Municipal, Fernando Destito Francischini. O evento é aberto ao público e gratuito. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3361-4310 ou pelos e-mails e direitosec@unibrasil.com.br com Adriana.

Os males que vem da terra

Os perigos que a agricultura pode ocasionar no futuro

Verônica Pacheco

Cada vez mais é possível perceber o quanto o aquecimento global está alterando o funcionamento do nosso planeta. Já há algum tempo, uma série de tvem projetando uma breve proporção do que nós e nossos descendentes viveremos no futuro.

Segundo um relatório do Greenpeace apresentado no ano passado, é possível perceber o quanto somos vulneráveis a essas catástrofes, e quanto o nosso país também está exposto a todos esses perigos.

Cenas marcantes como o furacão Catarina, em 2004, o primeiro registrado no Atlântico Sul, que causou destruição em centenas de municípios do Sul, ou as imagens das Cataratas do Iguaçu e do Amazonas que tiveram uma diminuição significativa do volume de água, ainda estão muito frescas em nossa memória.

O fato é que hoje nem o Brasil está mais livre desses perigos. Constatado recentemente, somente este ano no interior do Ceará, já foram identificados mais de 900 pequenos tremores. Fora o tremor de 5,2 graus na escala Richter que atingiu a cidade de São Paulo e uma grande parte do sul do país.

O que muitos não imaginam, é que a agricultura é o principal responsável pela emissão de gases do efeito estufa (GEE). Desmatamentos, adubos químicos, a pecuária e o uso e a fabricação de fertilizantes, são os principais emissores de CO² (dióxido de carbono), N²O (óxido nitroso – cujo potencial de aquecimento é 296 vezes maior que o CO²) e o CH4 (metano).

Além de todos esses fatores, o Ministério Público brasileiro ainda tem interesse em expandir a produção de fertilizantes em solo nacional, para diminuir a dependência externa. Somente no estado do Paraná, 3 milhões de toneladas de fertilizantes são utilizadas por ano.

De acordo com o Greenpeace, no setor de mudança de uso do solo e florestas, a conversão de florestas em atividades de agricultura e pecuária, a alteração de carbono nos solos, bem como as florestas de uso industrial plantadas no país, representam aproximadamente 75% das emissões totais.
Ainda assim, existem alternativas viáveis para esse tipo de problema como o uso de fertilizantes orgânicos, os quais não prejudicam o meio ambiente e muito menos a qualidade do solo, como por exemplo, o Solo Natural de Ipirá (SNI).

O SNI, e uma farinha de rocha composta por diversos minerais que sofreram modificações durante milhões de anos. Além de natural, age diretamente no solo corrigindo e condicionando-o para novos plantios.

Uma de suas principais características é a praticidade e o efeito duradouro, por exemplo, se utilizado 100% do SNI no solo, deste ainda sobras 40% para a próxima plantação, o que não ocorre com os químicos, que suga o que fica na terra e ainda prejudica o meio ambiente com emissões de gases tóxicos.

Ainda assim, existem outros fatores que influenciam diretamente no aquecimento global e que podem ser evitados por nós.

1. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentesLâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

2. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionadoUm ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

3. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energéticoProcure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

4. Não deixe seus aparelhos em standbySimplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

5. Mude sua geladeira ou freezer de lugarAo colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar! Mas isso ninguém mais faz hoje em dia… faz?

6. Troque adubos e fertilizantes químicos por orgânicosOs adubos e fertilizantes químicos são os principais responsáveis pela emissão de gases tóxicos à atmosfera.

7. Feche suas panelas enquanto cozinhaAo fazer isso você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar. Já as panelas de pressão economizam cerca de 70% do gás utilizado!

8. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheiasCaso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

9. Tome banho de chuveiroE de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

10. Use menos água quenteAquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

Endereço: Rua Ó Brasil Para Cristo 2756 Boqueirão Curitiba

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Reciclagem de garrafas PET pode movimentar R$ 200 milhões por ano

Agência Brasil

Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para produção de embalagens de alimentos, nenhuma empresa obteve ainda a licença para trabalhar nesse mercado, que segundo o diretor do Centro de Estudos Socioambientais Pangea, Antonio Bunchast, tem potencial de crescimento para movimentar quase R$ 200 milhões ao ano.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET, aproximadamente 51% de todo esse material plástico é reciclado, deixando outras 184 milhões de toneladas produzidas por ano nos aterros e lixões.

Para Antonio Bunchast, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permite o uso do PET reciclado para produzir embalagens de alimentos provavelmente irá aumentar a reciclagem desse material. "A probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse produto", explicou Bunchast.

Ele considera a medida "positiva do ponto de vista ambiental e positiva do ponto de vista da geração de trabalho e renda". Porque não só "poupa recursos naturais, mas se torna um negócio viável para cooperativas de catadores de materiais recicláveis".

Bunchast apontou ainda a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a co-responsabilização dos produtores dos materiais na coleta dos resíduos pós-consumo. Ele usou como exemplo o caso das embalagens Tetra Pak, utilizadas em leite longa vida, e os copos descartáveis, que não são reciclados devido aos altos custos para o reaproveitamento.

"Não se pode produzir Tetra Pak de uma maneira difusa, sem um planejamento de como se vai recuperar aquele resíduo na natureza depois", ressaltou.

Uma das empresas que pretende reciclar plástico PET para embalar alimentos, a Bahia PET, já utiliza um sistema de reaproveitamento aprovado na Alemanha. O diretor industrial, Waltencir Teixeira, explicou que a técnica de reciclagem usada pela empresa começa com uma lavagem química do material, depois passa por um processo de fusão a 280º C, para então ser filtrado.

De acordo com o diretor, ao final do processo, o material está "tão descontaminado quanto o material virgem". Uma garrafa PET de plástico reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita com outro tipo de matéria-prima.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Prof. René Ariel Dotti e UniBrasil recepcionam estudantes de Direito na 3° edição do Encontros com a Experiência

O Desembargador Federal Vladimir Passos de Freitas será o convidado do mês

IEME Comunicação


A 3ª edição do “Encontros com a Experiência” contará com a presença do Desembargador Federal aposentado, Vladimir Passos de Freitas. No próximo dia 27, Freitas vai falar de sua trajetória como Desembargador e principalmente sobre seu envolvimento com o Direito Ambiental. Estudantes e demais interessados estão convidados para conhecer mais sobre a carreira e sobre a experiência do palestrante que já participou de 18 livros na área do Direito.

O evento é uma iniciativa do Prof. René Ariel Dotti e da UniBrasil - Faculdades Integradas do Brasil.

Encontro com a Experiência ocorre mensalmente, sempre trazendo um profissional da área jurídica para esclarecer dúvidas dos estudantes e mostrar a eles um pouco mais sobre o mercado de trabalho.

O evento é aberto ao público e gratuito. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3361-4310 ou pelos e-mails
pesquisadireito@unibrasil.com.br e direitosec@unibrasil.com.br com Adriana.

Vladimir Passos de Freitas Vladimir Passos de Freitas é Desembargador Federal Aposentado. Na área acadêmica, participou de curso de aperfeiçoamento em Direito Administrativo na Universidade La Sapienza em Roma na Itália. É mestre e doutor pela UFPR e professor de Direito Socioambiental na PUCPR, desde 2002. É autor, co-autor e organizador de 18 livros na área do Direito, entre eles “Crimes Contra a Natureza” e “A Constituição e a Efetividade das Normas Ambientais”. Atualmente, é consultor na área de Direito Ambiental e presidente da ONG denominada “Instituto Brasileiro de Estudos do Sistema Judiciário – IBRAJUS”, com sede em Curitiba. Formou-se na Faculdade Católica de Direito de Santos; foi aprovado em concurso para Delegado da Polícia Federal em 1969. Ingressou no Ministério Público do Paraná em julho de 1970 e no de São Paulo em dezembro do mesmo ano. Foi Promotor de Justiça até março de 1980 quando, aprovado em concurso público nacional, assumiu como Juiz Federal.

Evento: Encontros com a Experiência
Data: 27/05/2008Horário: 10hEntrada: Gratuita
Endereço: UniBrasil - Rua Konrad Adenauer, 442 Tarumã
Bloco 6 – Sala Professor René Dotti
Telefone: (41) 3361-4310
E-mail:
pesquisadireito@unibrasil.com.brdireitosec@unibrasil.com.br

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Dia mundial do Meio Ambiente - 5 de junho

Uso de fertilizantes e agrotóxicos prejudicam o ecossistema.

Verônica Pacheco

A preocupação com a conservação da natureza vem se acentuando em função das atividades humanas, as quais têm ocasionado seríssimos problemas de degradação ambiental, a ponto de comprometer o futuro do nosso planeta.

Os maus costumes e as facilidades de que hoje nós seres humanos dispomos, são fatores responsáveis pelo agravamento das condições climáticas do mundo em que vivemos.

O principal temor atual resume-se ao aquecimento global - um fenômeno climático que estabelece o aumento da temperatura média da superfície terrestre. Somente neste início de século, a temperatura do planeta subiu quase 2ºC.

Constantemente, surgem discussões com a intenção de diminuir o avanço que este problema vem ganhando durante os anos.

Os principais responsáveis são os gases emitidos à atmosfera pelos desmatamentos, adubos, fertilizantes e pela queima de combustíveis fósseis. Somente a agricultura é responsável por torno de 17% a 32% das emissões globais dos gases do efeito estufa (GEE).

A solução para os problemas ambientais causados pelos atuais métodos agrícolas seria o uso de adubos e fertilizantes alternativos que evitassem o desmatamento e as queimadas.

Atualmente, já existem alternativas que além de manter uma boa colheita não agridem o meio ambiente. O Solo Natural de Ipirá (SNI) que se define a um pó de rocha, é um exemplo disso.

O SNI é um composto natural formado por diversos minerais que sofreram modificações por milhões de anos e age de três maneiras no solo: fertilizante, corretivo (corrigindo problemas de mau uso do solo e a falta de nutrientes) e condicionador do solo.

Após as primeiras aplicações, este composto vivifica a terra, mantendo ativos os nutrientes necessários para a alimentação da planta, mantendo-a saudável. Na medida em que a qualidade do solo vai melhorando e se tornando mais equilibrado, fornece-se a cada plantio, apenas uma quantidade suficiente de SNI para manutenção.

Endereço: Rua Ó Brasil Para Cristo 2756 Boqueirão Curitiba
Tel: 041 32872330

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ozônio de baixa altitude mata, diz relatório dos EUA


Descobertas contrariam a Casa Branca em seus argumentos de que o smog não pode ser ligado às mortes

AP

A exposição por um pequeno período de tempo ao smog, ou ozônio de baixa altitude, está claramente ligada a mortes prematuras que deveriam ser levadas em consideração na medição dos benefícios para a saúde da diminuição da poluição do ar, concluiu um relatório da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos nesta terça-feira, 22. As descobertas contrariam argumentos de alguns representantes da Casa Branca, de que a ligação entre o smog e as mortes prematuras não é suficientemente evidente, e que o número de vidas salvas não deveria ser calculado entre os benefícios do ar limpo.

O relatório, elaborado por um grupo do Conselho de Pesquisa da Academia Nacional, disse que agências governamentais "deveriam dar nenhum ou pouco peso" para esses argumentos.
"O comitê concluiu, da revisão de evidências de saúde, que a exposição por um curto período de tempo ao ozônio ambiente pode contribuir para mortes prematuras", disse o grupo, de 13 membros.
O comitê acrescentou que "estudos levantaram fortes evidências de que essa exposição ao ozônio pode exacerbar problemas pulmonares, causando doenças que podem potencialmente levar à morte."

O Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca, que em seu relatório sobre regulamentação da qualidade de ar levantou questões sobre a certeza da ligação entre mortalidade e poluição, não retornou imediatamente a ligação da reportagem.

"O relatório é uma reprovação da administração Bush, que consistentemente tentou diminuir a importância da conexão entre o smog e as mortes prematuras", disse Frank O'Donnell, presidente da Clean Air Watch, uma organização de lobby de Washington.

Vickie Patton, conselheira geral adjunta para o Fundo de Defesa Ambiental, disse que as descobertas da Academia "refutam o ceticismo e a negação da Casa Branca." Os argumentos do governo têm sido usados para diminuir a importância das vantagens para a saúde da diminuição da poluição do ar, ela disse.

A Academia examinou exposições por curtos períodos de tempo - até 24 horas - a altos níveis de ozônio, mas disse que mais estudos são necessários para análise de exposições longas ao gás, nas quais o riscos de morte prematura "podem ser ainda maior que o observado no estudo de efeitos agudos apenas."

O ozônio troposférico é formado a partir do oxido de nitrogênio e de componentes orgânicos criados na queima de combustíveis fósseis, evidencia-se, muitas vezes, na névoa amarela, ou smog, que paira no ar. Exposição a ozônio é uma importante causa de doenças respiratórias e afeta principalmente os idosos, pessoas com problemas respiratórios e crianças.

Embora as mortes prematuras causadas pelo ozônio sejam mais freqüentes entre indivíduos com problemas de pulmão e coração, o relatório disse que tais mortes não estão restritas às pessoas já em situação de risco.

Os cientistas disseram não poder determinar, baseados na revisão de estudos de saúde, se existe um limite abaixo do qual nenhuma morte pode ser atribuída à exposição ao ozônio. Se há um limite, ele fica abaixo dos níveis permitidos para a saúde pública.

Ambientalistas e defensores da saúde pública argumentam que diversos estudos e pesquisas mostram que a exposição ao smog não só agrava problemas respiratórios, mas causa dezenas de mortes por ano.

Patton afirmou que o Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca, em diversas regulamentações da poluição do ar, procurou minimizar a relação entre a poluição e mortes prematuras.

"Isso tem sido usado pela indústria para tentar atacar os padrões de saúde através da minimização dos benefícios sociais", disse.

Um desses casos envolve a decisão do órgão de regulamentação ambiental do governo americano, a EPA, que no mês passado tornou mais rigorosos os padrões de saúde do ozônio, reduzindo a concentração aceitável do gás no ar.

Quando a análise do custo-benefício estava sendo preparada em conexão com a regulamentação, o Gabinete de Gestão e Orçamento argumentou a "considerável incerteza" da ligação entre ozônio e mortes.

Como resultado, a EPA publicou uma vasta gama de cálculos de custo-benefício que vai um de custo social líquido de US$ 20 milhões (R$ 33 milhões) até uma poupança de US$ 23 milhões (R$ 38 milhões), dependendo, em grande escala, sobre se seriam ou não levadas em conta as vidas salvas de mortes relativas ao ozônio.

Representantes do Gabinete de Gestão e Orçamento fizeram objeções à quantificação da EPA dos benefícios de mortes prematuras relativas ao ozônio evitadas dentro do novo padrão de emissões para cortadores de grama e outras pequenas máquinas que liberam grandes quantidades de poluição formadora de ozônio.

Em resposta, a EPA removeu "todas as referências aos benefícios da diminuição do ozônio" na regulamentação proposta, de acordo com um e-mail da EPA para o Gabinete de Gestão e Orçamento. A regulamentação de pequenas máquinas está esperando por uma decisão final.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Shopping busca aproveitamento de recursos naturais visando cuidados para o meio ambiente

Economia de água e luz e planos de reciclagem otimizam custos e contribuem para preservação ambiental

Cidades do Brasil

O Shopping Jardim das Américas, em Curitiba, foi projetado visando uma integração harmônica com o meio ambiente, com o objetivo de reduzir os impactos negativos da interferência humana no ecossistema do local. O aproveitamento de recursos naturais contribui para esta convivência equilibrada, uma vez que diminui a utilização desmedida e excessiva de elementos essenciais como luz e água. Com este intuito, o shopping instalou aberturas zenitais no teto do empreendimento, que possuem componentes que otimizam a luz natural recebida durante o dia e a distribui com uniformidade pelo ambiente. Esta estratégia resulta em 20% de economia no consumo de energia elétrica. A Praça de Alimentação também utiliza ao máximo a luz natural, graças às grandes janelas que ocupam praticamente uma parede inteira do local. As duas ações somam 30% em economia mensal no consumo de energia do empreendimento e contribuem para poupar os recursos hidrelétricos, já ameaçados pelo uso, normalmente, desenfreado.

ÁGUA – ECONOMIZAR É PRECISO
Apesar de ainda não ter atingido de forma drástica o Brasil, o racionamento de água já é uma realidade em muitos países. A água doce, essencial para a vida do homem, não é um recurso renovável e pode chegar ao fim, caso o desperdício continue sendo uma constante. Para contribuir com a economia, o Shopping Jardim das Américas recorre a alternativas como a utilização de água captada de lençóis freáticos subterrâneos e água da chuva para realizar a limpeza do estacionamento, vasos sanitários, caçambas de lixo e docas. Outra medida tomada foi a instalação de torneiras de pressão, que ajudam a conter o desperdício de água, nos sanitários do empreendimento.

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Outro problema que causa grande impacto ao meio ambiente é o lixo. Uma das alternativas para diminuir as quantidades de resíduos em decomposição nos aterros sanitários, muitas vezes a céu aberto, é a reciclagem. Com a separação correta é possível reaproveitar materiais, em vez de deixar que poluam o ambiente. O Shopping Jardim das Américas recicla cinco toneladas de lixo mensalmente e cerca de 30% do material selecionado é doado para a Cooperativa Santo Aníbal, na Vila Audi, com a intenção de contribuir no sustento de diversas famílias que vivem da reciclagem. Dentro do shopping ainda existem lixeiras com reservatórios próprios para a separação de lixo orgânico e reciclável.
SERVIÇOShopping Jardim das Américas - Av. Nossa Senhora de Lourdes, 63. 41 3366 5885www.jardimdasamericas.com.br

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sem coleta seletiva, reciclagem pode fazer mais mal do que bem

Gasto para limpar material tirado de lixão não compensa.Especialista recomenda separação do lixo na fonte.

Agência Globo

É difícil encontrar alguém hoje que ignore os benefícios da reciclagem para a preservação do planeta. O que poucos parecem saber, no entanto, é que se o lixo não for separado na fonte (ou seja, em casa) e levado separado até a hora de reciclar, os benefícios na prática podem se perder.

A grande vantagem de reciclar é poupar a produção de um novo material. Cada vez que se reutiliza um papel, se evita a derrubada de árvores. Cada vez que se reutiliza um plástico, se evita o uso de petróleo. Isso não quer dizer, no entanto, que a poluição do processo de reciclagem seja zero. Ela simplesmente, na ponta do lápis, polui menos.

Segundo os especialistas, até 90% de todos os materiais usados pela indústria podem ser reciclados. As exceções existem porque alguns produtos não compensam ou financeiramente ou ambientalmente. Fraldas descartáveis, por exemplo, causam mais poluição quando são recicladas do que quando são produzidas.

O mesmo é verdade se o material original não estiver muito danificado. O que se garante, com a separação do lixo na fonte. “Quando o resíduo é separado e isolado, a contaminação é reduzida e isso torna tudo mais fácil na hora de reciclar. É por isso que na reciclagem o resíduo de mais valor é o industrial, que é separado com rigor”, explicou ao G1 o engenheiro ambiental Sandro Donnini Mancini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Se o lixo não é separado adequadamente, a contaminação dificulta a reciclagem e pode deixar ela cara demais ou poluente demais. Papéis sujos, por exemplo, precisam de muito alvejante para ficarem brancos. Alvejante que é um poluente. Dependendo do estado do material original, reciclar pode fazer mais mal do que bem.

Para comprovar isso na prática, Mancini realizou uma pesquisa onde retirou sacolinhas plásticas de um aterro sanitário e as separou para reciclagem. Já na pesagem o problema se mostrou: 40% do peso das sacolinhas não era plástico, mas sujeira. “Antes de reciclar, é preciso limpar. Isso vai gastar detergente. Dependendo do estado, não compensa”, diz ele.

O engenheiro recomenda que todas as cidades procurem ter coleta seletiva de lixo para reciclagem obrigatória. Mas entende porque isso não é uma prioridade em muitos municípios. “O Brasil é um país cheio de problemas sociais, então é justificável que os prefeitos prefiram se concentrar em outros problemas, como saúde e educação”, afirma. “Mas é preciso tomar consciência também que o lixo é um problema sério, que também afeta a saúde. Reciclar faz bem para o meio ambiente e para a saúde da população”.

domingo, 6 de abril de 2008

Países concordam em examinar poluição provocada por navios e aviões


France Presse

Mais de 160 países concordaram nesta sexta-feira (4) em Bancoc em examinar maneiras de reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa por parte das viagens aéreas e marítimos, como parte da luta mundial contra o aquecimento global.

Os Estados signatários do Protocolo de Kyoto, reunidos sob a mediação da ONU na Tailândia, aprovaram por consenso uma declaração que promete examinar as maneiras de limitar e reduzir as emissões de poluentes por aviões e navios.

A indústria do transporte mundial é responsável por 3% das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Mesmo assim, as viagens aéreas e marítimas haviam sido excluídas das reduções de emissões de poluentes prometidas pelos países desenvolvidos dentro do Protocolo de Kyoto.

O encontro, que começou segunda-feira (30) em Bancoc, deve terminar nesta sexta-feira com um programa que inclua o calendário e os temas a serem negociados para conseguir que, na conferência de Copenhague, em 2009, seja possível obter um acordo internacional melhor contra o aquecimento global que o de Kyoto.

Expedição encontra 14 'novas espécies' vertebradas no Cerrado


Pesquisadores mapearam espécies da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, registrando 400 espécies

BBC Brasil


Pesquisadores de universidades brasileiras e da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil) afirmam ter encontrado 14 "prováveis novas espécies de vertebrados" durante expedição na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins.

Os 26 pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Museu de Zoologia da USP, da Universidade Federal de São Carlos, da Universidade Federal do Tocantins e da CI-Brasil passaram 29 dias na reserva para o levantamento e mapeamento das espécies. Ao todo, 440 espécies foram registradas: 259 aves, 61 mamíferos, 52 répteis, 40 anfíbios e 30 peixes.

Segundo o coordenador da expedição, o biólogo Cristiano Nogueira, do Programa Cerrado-Pantanal da CI-Brasil, entre as 14 prováveis novas espécies da região estão oito peixes, três répteis, um anfíbio, um mamífero e uma ave.

"Foram obtidos dados inéditos sobre a riqueza, a abundância e a distribuição da fauna de uma das mais extensas, complexas e desconhecidas regiões do Cerrado", afirmou o biólogo. "Os novos dados geram uma visão melhor da riqueza de espécies da maior estação ecológica do cerrado, cuja fauna ainda era pouco estudada."

Espécies ameaçadas A expedição encontrou uma espécie de lagarto conhecida de poucas regiões do Cerrado na porção mais ameaçada da reserva, no planalto da Serra Geral, na Bahia.

A Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins foi criada em 2001. A reserva é a segunda maior unidade de conservação do Cerrado, com 716 mil hectares. Além das 14 novas espécies, a expedição também obteve vários registros de espécies ameaçadas, como a arara azul grande, a suçuapara, o tatu-bola, o pato-mergulhão, entre outros.

"Esse tipo de levantamento é imprescindível para aumentar nosso conhecimento básico sobre a biologia das espécies", disse Luís Fábio Silveira, do Departamento de Zoologia da USP. "A partir dele, podemos obter dados sobre a anatomia, a biologia reprodutiva, o ciclo de vida e a alimentação das espécies, o que nos auxilia em futuros programas de conservação."

O trabalho de campo da expedição foi encerrado e agora começa a fase de análise dos dados e comparação do material obtido.

Os resultados finais do estudo serão divulgados em publicações científicas, em congressos e em relatórios técnicos. Os dados serão usados para a elaboração do plano de manejo da estação ecológica.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Astrônomos divulgam imagens de 'tsunami solar'


Onda de pressão viaja a mais de 1 milhão de quilômetros por hora na atmosfera do Sol

BBC Brasil

Astrônomos capturaram as primeiras imagens de um "tsunami solar" varrendo a atmosfera do Sol a mais de 1 milhão de quilômetros por hora.

O evento foi registrado por câmeras das espaçonaves gêmeas Stereo, da Nasa, em maio do ano passado, mas só foram divulgadas agora.

Este tipo de tsunami - que naturalmente não envolve água, mas uma onda de pressão - é causado por uma explosão próxima ao Sol, que faz com que um pulso se propague em um padrão circular.

O fenômeno que aparece nas imagens durou, ao todo, cerca de 35 minutos, atingindo seu auge 20 minutos depois da explosão inicial, e foi estudado por cientistas do Trinity College, na Irlanda.
"A energia liberada nestas explosões é fenomenal, cerca de 2 bilhões de vezes maior do que o consumo anual de energia da Terra em apenas uma fração de segundo", disse David Long, um dos especialistas que estudou o fenômeno. "Em meia hora, vimos o tsunami cobrir quase todo o disco solar."

Os astrônomos envolvidos na pesquisa dizem que o fenômeno foi apelidado de "tsunami solar" porque a onda de pressão no Sol se move exatamente como um tsunami na Terra, só que com gás quente no lugar da água.

sábado, 29 de março de 2008

Greenpeace critica aplicação de plano contra desmatamento

Agência Estado

Relatório divulgado pela ONG indica que apenas 30% das ações em 2004 previstas foram cumpridas

O Greenpeace divulgou análise do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, lançado pelo governo Lula em março de 2004. O plano envolve 13 ministérios, sob coordenação da Casa Civil. O relatório do Greenpeace, que tem como título “O leão acordou”, indica que, das 32 ações estratégicas, 10 (31%) foram quase ou integralmente cumpridas, 11 (34%) foram parcialmente realizadas e 11 (34%) não foram cumpridas ou foram incipientes. Das 10 atividades cumpridas, apenas três foram executadas nos prazos previstos.

A Casa Civil informa que não se manifestará sobre o relatório.

O pior desempenho registrado no relatório foi observado nas ações de fomento às atividades sustentáveis.

De acordo com o relatório, contribuiu para o aumento do desmatamento a transferência da responsabilidade por monitorar e autorizar o licenciamento de propriedades rurais, a exploração de madeira e desmatamentos para os Estados amazônicos, que na visão da ONG estariam desaparelhados para a tarefa.

O Greenpeace elogia, no entanto, o monitoramento do desmatamento. O desenvolvimento do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) pelo Inpe e a distribuição de imagens dos satélites a organizações da sociedade civil permitiu que ONGs e instituições de pesquisas pudessem ajudar o governo a detectar e analisar os problemas e as causas do desmatamento, diz nota divulgada pela organização.