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A Prefeitura de Curitiba firmará parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para ações de conservação e recuperação da biodiversidade ambiental no meio ambiente urbano. A parceria, que está sendo elaborada, faz parte do programa Biocidade e prevê trabalhos de extensão técnica com visitas a propriedades particulares, estudo de seqüestro de carbono e outras ações para melhorar a relação do cidadão com o biodiversidade urbana.
"É um grande reforço que teremos e que irá melhorar ainda mais o trabalho que vem sendo desenvolvido em Curitiba. A SPVS é uma organização com muita experiência e poderá nos auxiliar na difícil tarefa de conciliar conservação ambiental com desenvolvimento urbano", diz o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto.
O principal foco do convênio são as visitas de técnicos ambientais da SPVS a imóveis particulares com relevante interesse para a conservação da biodiversidade. Os locais serão indicados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e durante as visitas, os técnicos vão detalhar aos proprietários a forma correta de manejo para melhorar a qualidade da biodiversidade da área. A Mater Natura, outra organização não-governamental de proteção ambiental, participará dos trabalhos de extensão junto com a SPVS.
"É uma parceria muito especial. Em 25 anos de atividade, é a primeira vez que a SPVS faz uma parceria deste porte com o município de Curitiba. Isso demonstra o interesse prático da Prefeitura, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, em melhorar o meio ambiente da cidade", diz o diretor da SPVS, Clóvis Borges.
O trabalho de extensão é casado com o projeto das Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (parques particulares). Criado pela Prefeitura, o projeto das RPPNMs tem potencial para garantir em Curitiba a preservação de 14 milhões de metros quadrados de florestas nativas no meio urbano. "Nosso trabalho não é de convencimento é sim de esclarecer ao cidadão as vantagens econômicas e de qualidade de vida que um projeto como esse representa", diz Borges.
A lei das Reservas Particulares, sancionada pelo prefeito Beto Richa em 2007, permite aos proprietários de terrenos com 70% de mata nativa relevante à biodiversidade transferir 100% do potencial construtivo para outras áreas onde não existam restrições legais, em especial na região da Linha Verde. Normalmente, a legislação restringe ou mesmo impede construções em terrenos com áreas naturais.
A SPVS também fará um estudo para medir a quantidade de carbono existente nas áreas naturais da cidade. O carbono, que é um dos principais gases do efeito estufa, é fixado na vegetação a partir da fotossíntese. O objetivo do estudo é desenvolver futuros projetos ligados à neutralização de emissão gases estufa a partir da preservação de áreas naturais.
Na parceria, a SPVS junto com o Instituto Horus, contribuirá com o trabalho de combate as plantas exóticas invasoras. Para conhecer melhor do trabalho de extensão da SPVS, feito pelo projeto Condomínio da Biodiversidade, basta acessar o endereço eletrônico www.condominiobiodiversidade.org.br.
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